De Lua
Olha a chinelada?!?

Retrocedendo de um lado (alteração do Código Florestal), avançando do outro.

Está prestes a ser aprovado pelo Congresso Nacional o projeto de lei que  concede as crianças e adolescentes o direito de serem cuidados e educados pelos pais ou responsáveis sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante; ou seja, será proibida, por lei, a tradicional e amplamente adotada “palmada” ou “chinelada”, entre outros tratamentos humilhantes - como ofensas verbais.

Certamente, este projeto de lei divide opiniões e ainda causará muita polêmica. Posiciono-me aqui como apoiadora da educação pela palavra e, mais do que isso, como exemplo de que educar sem bater é, sim, possível.

A violência doméstica estimula o comportamento agressivo. Torna-se natural para a criança resolver seus problemas de forma agressiva, o que normalmente acontece submetendo aquele que é mais fraco. A criança que é exposta a castigos corporais tem maior propensão a doenças mentais e comportamento violento, além disso, estão sempre em “estado de alerta” o que afeta seu desempenho escolar.

Meus pais nunca utilizaram castigos corporais comigo e meus irmãos. Muitas pessoas dizem que isso é por que somos “tranquilos”… Acho que é justamente por nunca termos sido castigados e sim por termos tido uma educação baseada na conversa (quase de igual pra igual) é que somos assim. Além disso, sempre tivemos a atenção e o carinho que se espera dos pais em todos os momentos do nosso desenvolvimento. Tivemos uma educação com base na confiança, no respeito e, principalmente, no amor.

Se o depoimento de pessoas que, assim como eu, foram educadas e educam sem agressões físicas ou verbais não basta para convencer os mais “conservadores”, é possível buscar na literatura argumentos que mostram as consequências negativas da educação baseada na submissão. Não somente nas Ciências Sociais, mas também na Biologia.

 Flores, Renato Zamora. “A biologia na violência.”

  

  1. delua posted this
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