Nos último dias, lá pelas bandas da UFRGS, rolaram debates (“audiências públicas”), mesas redondas, manifestações e afins sobre o futuro Parque Tecnológico que será construído no Vale.
Os debates foram válidos e aqueles que, como eu, se posicionam contra o atual projeto a ser votado - a votação foi adiada após manifestações estudantis e será realizada dia 9 de Abril no CONSUN - apresentaram argumentos consistentes, questionando qual é o papel da universidade pública para a sociedade.
Informações mais detalhadas e de pessoas que estão bem mais por dentro do caso do que eu podem ser encontradas no blog Observatório do Parque; aqui, quero fazer uma crítica a um modo de pensar, que frequentemente atinge aqueles que tentam humanizar nossa sociedade. Na última quarta-feira, durante a reunião do DAIB (diretório da bio), me deparei com a impressão de um e-mail, escrito por um professor do Instituto de Biociências, fiquei de queixo caído e sangue quente com as palavras dirigidas a professores e alunos, especialmente da Biologia.
Estas palavras, o Prof. Dr. Tarso Ledur Kist dirigiu ao seus colegas - que provavelmente compartilham da mesma opinião - da Biotecnologia e Nanotecnologia:
“Ao se examinar com cuidado o discurso destes colegas que são contra quase tudo, percebe-se má fé na argüição e propósitos pouco nobres, quais sejam: instigam a histeria coletiva e se valem da demagogia política para agitar, atrair holofotes, para a autopromoção e para ganhar projeção política. Quase sempre pregando o que nem eles mesmos acreditam, mas para conquistar apoio entre os piores funcionários e os piores alunos - muitos destes últimos se matriculam em uma única disciplina por semestre só para poder fumar pelos matagais do campus, almoçar no RU e se beneficiar de outras regalias.
Mas tomem muito cuido com estes alunos, eles não são tão inofensivos como aparentam. Por conta da manipulação dos maus professores citados, eles são mobilizados e levados a um tal estado de excitação que podem fazer qualquer coisa.”
FICOPUTA.
Afinal, essa é a opinião desse professor sobre seus alunos e colegas antes mesmo das discussões sobre o parque. É claro que temos referenciais diferentes, mas que essa discussão seja feita em um nível elevado e respeitoso, como aconteceu nas duas “audiências públicas” até agora e não baixando o nível e levando a discussão para o lado pessoal. Acho que os tempos mudaram e já passou da hora de olharmos além do nosso próprio umbigo!
Só pra constar, faço 7 cadeiras.